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12 agosto, 2015

Vamos conversar sobre: livros em inglês

Imagem de Allison A.

Há dois anos atrás resolvi que queria começar a ler livros em inglês, mas ainda não me sentia preparada. Sempre tive inglês na escola, nunca fiz curso, mas sempre escutei músicas internacionais, procurava a letra e tradução, e via muitos filmes legendados o que na época ajudou bastante. Mas depois de um tempo surgiu a necessidade de ampliar ainda mais o meu vocabulário através de outras formas.

Quando decidi que queria ampliar meu vocabulário, comecei a acompanhar alguns mangás em inglês e a ver séries com legenda em inglês, e algumas sem legenda. Como já estou bem mais familiarizada com a língua resolvi que já estava na hora de começar a me aventurar nos livros em inglês. Procurei em blogs indicações de livros que tivessem um nível de inglês fácil e acabei por escolher Anna and the French Kiss (publicado aqui no Brasil como Ana e o Beijo Francês, pela editora Novo Conceito).

A autora tem uma escrita bem simples e que flui rapidamente, não tive muitas dificuldades ao longo da leitura. Claro que vez ou outra aparecia alguma palavra que não sabia o significado, mas procurava entender pelo contexto, não me prendi muito ao dicionário, apesar de usá-lo esporadicamente durante a leitura. Gostei muito da minha primeira experiência lendo um livro em outra língua e pretendo continuar. Se você quiser saber mais sobre o livro, a Julie fez a resenha dele aqui.

Caso você também esteja querendo começar a ler livros em inglês, tente ir indo por níveis. Por exemplo, primeiro tentei ler mangás, como eles possuem diálogos mais curtos, não foi tão difícil, você também pode ler hq's em inglês se preferir.
Depois comecei a ver séries com legenda em inglês, no começo pode até ser difícil, mas se não entender, volte, leia novamente, procure a palavra que você não sabe no dicionário ou tente entender pelo contexto. Se uma palavra nova aparece com muita frequência, anote e tente fixar o significado. E caso você ache que já está preparado, não tenha medo, se jogue! Assistir novamente uma série que você gosta pode facilitar.
Nesse meio tempo também comecei a ver vídeos de youtubers gringos, no começo pode ser difícil por alguns deles falarem muito rápido, mas com o tempo acostumei, a questão é não desistir.

Sobre a minha edição, comprei Paperback, a capa me incomodou um pouco, não é tão mole, mas não se compara as capas brasileiras, que são bem melhores. Mas, as folhas são muito boas, um pouco mais grossas e bege, as letras tinham um tamanho ótimo e a diagramação também me agradou. Quando forem comprar, fiquem atentos aos formatos, como hardcover, Paperback, etc (se vocês quiserem posso fazer um post falando só sobre isso, basta colocar nos comentários).

Não me deixem de me contar qual foi a primeira leitura de vocês em inglês e como foi a experiência, adoraria saber. Também gostaria de saber se vocês gostariam que eu abordasse mais sobre os livros em inglês que vou ler.


29 dezembro, 2014

Vamos conversar sobre: Zoella e a polêmica sobre ghostwriters.


Zoe Sugg, ou Zoella como ficou conhecida, é uma famosa vlogueira com mais de 6.000.000 inscritos que recentemente teve um livro ( seu primeiro) publicado pela Editora Penguin. Embora tenha causado estranhamento o fato de “Girl Online” ter sido publicado 4 meses depois da divulgação do inicio sua criação o livro foi um sucesso de vendas, sendo o livro mais vendido do ano.

Uma semana depois, e após várias especulações dos fãs, a editora Penguin anunciou que a história do Best-seller instantâneo, Girl Online, foi escrito por uma ghostwriter com base nas idéas de Zoella. A notícia repercutiu entre os fãs (e fora deles) e gerou uma polêmica sobre o assunto.

Mas, afinal, o que é um Ghostwriter?
Ghostwriter ( na tradução literal, escritor fantasma) é uma expressão inglesa usada para designar profissional contratado para prestar serviços de redação de textos a outras pessoas que não tem tempo ou a habilidade para escrever.
Os Ghostwriter, como o nome já caracteriza, trabalham silenciosamente, recebem sua devida remuneração e depois “somem” mantendo inviolável p segredo de sua participação naquela obra.
Embora não seja um trabalho popular ou muito conhecido no Brasil, é bastante comum encontrarmos obras famosas escritas por ghostwriter lá fora. Hilary Duff, por exemplo, escreveu seus três livros com a ajuda de uma ghostwriter.

O que menos gostei nessa história da Zoella, nessa história toda de ghostwriters, foi a editora não ter dado os devidos créditos para a real escritora (Ok, ela recebe uma porcentagem sobre os lucros das vendas do livro e, provavelmente, ela assinou um contrato aceitando a assinatura da Zoella como autora) e somente ter divulgado que o livro foi escrito por uma ghostwriter apenas depois do sucesso de venda e pelas especulações que vinham sendo feitas. 

Tenho que concordar que, dar créditos a uma youtuber famosa que tem uma quantidade de seguidores tão significativa, foi uma jogada de marketing inteligente.

Como formadores de opiniões, principalmente nos dias de hoje onde a internet está em alta e as pessoas se identificam fortemente com uma "celebridade caseira" com a qual compartilham gostos específicos, os vlogueiros e blogueiros são excelentes meios para a venda de produtos. Fazem, por vezes de maneira mais eficaz, o que era papel apenas da televisão e do cinema.

Mas e quando esse uso de "celebridades caseiras" beira a falta de ética e moral na tentativa de lucro? Na minha opinião, o que a editora, Zoella e a ghostwriter (sim, pois ambas também compactuaram) fizeram foi, evidentemente, manipulador.

Mesmo que a história tenha sido idealizada pela Zoella, o justo (não só para a ghostwriter, mas também para os fãs que esperavam algo realmente feito pela youtuber) seria informar em algum lugar no livro que ela não escreveu especificamente mas deu todas as orientações e direções para a criação do livro. Criar uma história boa, mesmo que seja imposta as direções que a mesma deva seguir, é algo trabalhoso, ardiloso e requer muito tempo em concentração, escrever (creio eu) é expor um pouco da nossa alma, mesmo que a história não seja nossa de fato, tem nossa essência ali; entende? Não há como escrever e ser totalmente mecânico e distante, simplesmente não existe a imparcialidade total. mesmo que o enredo não seja oriundo da mesma cabeça da qual as palavras saíram.

A intenção era chamar a atenção para uma obra que tinha a participação de Zoella? Então deveria ter sido feita a divulgação em torno dela (porque, é claro, o marketing é essencial) mas ser informada também a coexistência da ghostwriter. O trabalho dela não deveria apenas ser pago, escrever é uma arte e requer muito mais do coração do que do monetário.

Mas é claro, está é somente a minha opinião.





22 dezembro, 2014

Vamos conversar sobre: Como a internet afetou as nossas leituras


Lembra que há anos atrás se você quisesse saber mais sobre um livro teria que perguntar para algum amigo que já tinha lido? Naquele tempo era um pouco difícil achar blogs expondo suas opiniões sobre livros, hq's ou até mesmo mangás.

De certa forma acho que naquela época era um pouco mais divertido, já que você lia algo sem saber praticamente nada sobre. E o melhor, não líamos algum spoiler sem querer pela internet.

Hoje em dia existe um gama enorme de pessoas, de diferentes personalidades e gostos expondo suas opiniões sobre determinado livro/hq/mangá. Se formos parar para pensar quantas vezes compramos/lemos um livro porque vimos uma booktuber ou blogueira falando super bem dele, veríamos que isso aconteceu algumas vezes. Ou até mesmo quando alguém na internet falou super mal de um determinado livro e você acabou não comprando/lendo o mesmo.
Às vezes não nos damos conta de como a internet afetou a nossa leitura no decorrer dos anos. Mas se você pensar mais sobre, você acaba percebendo o quanto a literatura está evoluindo por causa da internet. Muitas pessoas que não tinham acesso a literatura, hoje tem por causa da internet, nunca foi tão fácil ter contato com a literatura, como é nos dias de hoje. E pensar que há séculos atrás pouquíssimas pessoas tinha de fato acesso a literatura;  quando a maior parte das pessoas não sabiam ler.

Antes você precisaria ir há uma livraria para poder comprar um livro, ou ir a uma biblioteca; agora você pode ler um livro no computador, tablet, e-reader ou celular. Não é como se livros físicos fossem deixar de existir ou serem substituídos por conta disso, isso apenas facilitou a vida de várias pessoas. Mas hoje você pode comentar com várias pessoas, de qualquer lugar; pode ler a opinião de várias pessoas, no skoob por exemplo.

Porém, eu cheguei a um impasse: será que a internet acaba atrapalhando e influenciando nossas leituras? Sabemos que muitas pessoas estão passando mais tempo navegando na internet, ao invés de estar, por exemplo, lendo um livro. Eu particularmente não acho que a internet está atrapalhando e sim contribuindo com a formação de vários leitores. A comunidade literária está crescendo cada vez mais e de certa forma está influenciando as pessoas a lerem cada vez mais, o que na minha opinião é algo bom. 

Esse é um tema bem abrangente e achei que seria bem legal discutir um pouco com vocês, me digam se gostaram desse tipo de post. 
Agora me respondam: Como a internet afetou suas leituras, positivamente ou negativamente? O uso contínuo da internet reduziu a leitura das pessoas, ou a quantidade de pessoas discutindo leituras na internet influenciou outras pessoas a lerem?

 
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