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29 dezembro, 2014

Vamos conversar sobre: Zoella e a polêmica sobre ghostwriters.


Zoe Sugg, ou Zoella como ficou conhecida, é uma famosa vlogueira com mais de 6.000.000 inscritos que recentemente teve um livro ( seu primeiro) publicado pela Editora Penguin. Embora tenha causado estranhamento o fato de “Girl Online” ter sido publicado 4 meses depois da divulgação do inicio sua criação o livro foi um sucesso de vendas, sendo o livro mais vendido do ano.

Uma semana depois, e após várias especulações dos fãs, a editora Penguin anunciou que a história do Best-seller instantâneo, Girl Online, foi escrito por uma ghostwriter com base nas idéas de Zoella. A notícia repercutiu entre os fãs (e fora deles) e gerou uma polêmica sobre o assunto.

Mas, afinal, o que é um Ghostwriter?
Ghostwriter ( na tradução literal, escritor fantasma) é uma expressão inglesa usada para designar profissional contratado para prestar serviços de redação de textos a outras pessoas que não tem tempo ou a habilidade para escrever.
Os Ghostwriter, como o nome já caracteriza, trabalham silenciosamente, recebem sua devida remuneração e depois “somem” mantendo inviolável p segredo de sua participação naquela obra.
Embora não seja um trabalho popular ou muito conhecido no Brasil, é bastante comum encontrarmos obras famosas escritas por ghostwriter lá fora. Hilary Duff, por exemplo, escreveu seus três livros com a ajuda de uma ghostwriter.

O que menos gostei nessa história da Zoella, nessa história toda de ghostwriters, foi a editora não ter dado os devidos créditos para a real escritora (Ok, ela recebe uma porcentagem sobre os lucros das vendas do livro e, provavelmente, ela assinou um contrato aceitando a assinatura da Zoella como autora) e somente ter divulgado que o livro foi escrito por uma ghostwriter apenas depois do sucesso de venda e pelas especulações que vinham sendo feitas. 

Tenho que concordar que, dar créditos a uma youtuber famosa que tem uma quantidade de seguidores tão significativa, foi uma jogada de marketing inteligente.

Como formadores de opiniões, principalmente nos dias de hoje onde a internet está em alta e as pessoas se identificam fortemente com uma "celebridade caseira" com a qual compartilham gostos específicos, os vlogueiros e blogueiros são excelentes meios para a venda de produtos. Fazem, por vezes de maneira mais eficaz, o que era papel apenas da televisão e do cinema.

Mas e quando esse uso de "celebridades caseiras" beira a falta de ética e moral na tentativa de lucro? Na minha opinião, o que a editora, Zoella e a ghostwriter (sim, pois ambas também compactuaram) fizeram foi, evidentemente, manipulador.

Mesmo que a história tenha sido idealizada pela Zoella, o justo (não só para a ghostwriter, mas também para os fãs que esperavam algo realmente feito pela youtuber) seria informar em algum lugar no livro que ela não escreveu especificamente mas deu todas as orientações e direções para a criação do livro. Criar uma história boa, mesmo que seja imposta as direções que a mesma deva seguir, é algo trabalhoso, ardiloso e requer muito tempo em concentração, escrever (creio eu) é expor um pouco da nossa alma, mesmo que a história não seja nossa de fato, tem nossa essência ali; entende? Não há como escrever e ser totalmente mecânico e distante, simplesmente não existe a imparcialidade total. mesmo que o enredo não seja oriundo da mesma cabeça da qual as palavras saíram.

A intenção era chamar a atenção para uma obra que tinha a participação de Zoella? Então deveria ter sido feita a divulgação em torno dela (porque, é claro, o marketing é essencial) mas ser informada também a coexistência da ghostwriter. O trabalho dela não deveria apenas ser pago, escrever é uma arte e requer muito mais do coração do que do monetário.

Mas é claro, está é somente a minha opinião.





 
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