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11 janeiro, 2015

Melhores leituras de 2014

Esse ano li apenas 23 livros, não consegui cumprir a minha meta de ler, pelo menos, 30 livros. Parte disso foi por conta de 2014 ter sido o ano que teria que prestar vestibular e por conta das inúmeras ressacas literárias que me impediram de manter o ritmo. Mas foi o ano que descobri muitos livros bons, então aqui estão as 5 melhores leituras de 2014:


Série Vampire Academy - Richelle Mead
Sinopse: Rose Hathaway sabe que é um erro se apaixonar por um de seus instrutores. Lissa, sua melhor amiga e última princesa do clã dos Dragomir, deve vir sempre em primeiro lugar. Rose precisa protegê-la. Mas, infelizmente, quando se trata de Dimitri Belikov, algumas regras parecem existir apenas para serem quebradas. Justamente quando Lissa e Rose veem seu pior inimigo, Victor Dashkov, a um passo de sair da prisão, imagens sombrias começam a invadir a mente de Rose, prenunciando algo terrível à espreita da Escola São Vladimir. A tensão ronda o mundo dos Moroi mais do que nunca. Os Strigoi desejam vingança pelas mortes causadas por Rose em Spokane. Numa batalha de tirar o fôlego, ela viverá seus piores pesadelos ao ter de escolher entre o amor de sua vida e sua melhor amiga. Será que essa escolha significa que apenas um deles sobreviverá?

Eu não poderia deixar de citar Vampire Academy que foi uma série que enrolei quatro anos para ler, mas que me apaixonei e achei maravilhosa! Foi uma série que li muito rápido e já virou uma das minhas favoritas.



O Futuro de Nós Dois - Jay Asher e Carolyn Mackler
Sinopse: É 1996, e menos da metade dos alunos das escolas de ensino médio nos Estados Unidos já tinham usado a internet. Emma acaba de ganhar o primeiro computador e um CD-ROM da America Online de Josh, seu melhor amigo. E ao instalar o programa, logo no primeiro acesso, descobrem que acabam de entrar no Facebook, dali a quinze anos. Todos se perguntam como será o futuro. Josh e Emma estão prestes a descobrir...

Esse é um daqueles livros bem leves e divertido, é impossível não se apegar com os personagens e com a história. Com certeza é um dos livros que releria, já tem resenha dele aqui no blog.



Delírio - Lauren Oliver
Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos.
Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas.
Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

Essa foi uma das distopias que mais gostei! Achei bem diferente de outras que li, fui sugada pela universo que a Lauren Oliver criou e esse livro definitivamente não podia ficar de fora dessa lista. Já tem resenha dos dois primeiros livros da trilogia aqui e aqui.


O que me faz Pular - Naoki Higashida
Sinopse: Naoki Higashida sofre de autismo severo. Com grande dificuldade de se comunicar verbalmente, o jovem aprendeu a se expressar apontando as letras em uma cartela de papelão, e, aos treze anos, realizou um feito extraordinário: escreveu um livro. Delicado, poético e profundamente íntimo, O que me faz pular traz uma nova luz para entendermos a mente autista. O jovem explica o comportamento muitas vezes desconcertante das pessoas com autismo e compartilha conosco suas percepções de tempo, vida, beleza e natureza, apresentadas em um relato e um conto inesquecível.

Esse com certeza foi um dos livros mais lindos e esclarecedores que li. Naoki vai respondendo perguntas bem específicas sobre autismo. Esse livro foi um aprendizado e é muito esclarecedor para pessoas que convivem com autistas.


O Azarão - Markus Zusak
Sinopse: Antes de tornar-se mundialmente conhecido, Markus Zusak escreveu uma trilogia de sucesso que somente agora está sendo publicada no Brasil. O primeiro título chama-se O Azarão. Fãs de A menina que roubava livros não podem deixar de ler os romances que inciaram a carreira estelar desse autor. Narrado em primeira pessoa, o livro apresenta a história de Cameron Wolfe, um garoto de 15 anos, perdido na vida e que vive às turras com a família. Trabalha com o pai encanador e sua mãe está sempre brigando com os filhos, na pequena casa onde todos moram juntos. Steve é o mais velho e mais bem-sucedido. Sarah é a segunda, e está sempre dando uns amassos com o namorado. Rube é o terceiro e o mais próximo de Cameron. Os dois, além de boxeadores amadores, vivem armando esquemas para roubar lojas e outros locais do tipo. Contudo, os planos nunca saem do papel. Uma história sobre a vida e sobre as lições que dela podem ser tiradas. Um romance de formação que exibe um jovem incorrigível, infeliz consigo mesmo e com sua vida. - "Tento ser humano em minha escrita. Comecei a escrever porque era o caminho natural. Durante o ensino médio eu era muito introvertido. Sempre tinha histórias na cabeça. Então comecei a escrevê-las." - Markus Zusak

Como "A Menina que Roubava Livros" é um dos meus livros favoritos eu resolvi ler outros livros do Markus Zusak e logo de cara já amei o primeiro livro dessa trilogia. A escrita dele é maravilhosa e mesmo tendo um história simples ainda sim consegue nos tocar.


Esses foram os melhores livros que li em 2014, quais foram os seus?



12 maio, 2014

Resenha: Pandemônio


Título: Delírio
Autor: Lauren Oliver

Dividida entre o passado — Alex, a luta pela sobrevivência na Selva — e o presente, no qual crescem as sementes de uma violenta revolução, Lena Haloway terá que lutar contra um sistema cada vez mais repressor sem, porém, se transformar em um zumbi: modo como os Inválidos se referem aos curados. Não importa o quanto o governo tema as emoções, as faíscas da revolta pouco a pouco incendeiam a sociedade, vindas de todos os lugares… inclusive de dentro.



Depois do final cliffhanger de matar do primeiro livro, finalmente pude ler Pandemônio e minhas expectativas estavam bem altas. Se você ainda não leu essa serie ainda, você pode conferir a resenha do primeiro livro aqui. Depois de criar várias teorias e tentar descobrir o aconteceu depois que Alex ajudou Lena a pular a cerca, eu continuo não sabendo exatamente o aconteceu, mas pelo menos uma de minhas teorias estava certa. Se você queria saber o que aconteceu depois que pegaram o Alex, bem, você vai continuar querendo saber, ou melhor, você só vai saber no final do livro e bem por alto.

O livro é dividido em Antes e Agora, no começo demorei um pouco para conciliar os dois, mas depois você acaba se acostumando com esse tipo de narrativa. Temos a Lena logo depois de pular a cerca e a Lena de volta as cidades. No Antes vamos ver o quão difícil vai ser para a Lena se adaptar a vida dos Selvagens e ainda por cima, sem o Alex, que ela acredita, cegamente, estar morto. Podemos finalmente ver como os Selvagens vivem além das fronteiras, o que não é nada fácil, Lena que o diga. Eles tem todo um processo pra conseguir alimentos, remédios, roupas e eles tem que estar em constante mudança, não podem ficar por muito tempo em um certo abrigo. Acabamos descobrindo da existência dos Saqueadores, que são Inválidos, mas não lutam por nada. Enquanto os Inválidos lutam para se livrar da cura e destruir muros, os Saqueadores só querem destruir tudo, matar e roubar. Então é óbvio que os Inválidos não gostam dos Saqueadores, pois eles destroem a imagem dos Inválidos, e faz com que todos que vivem nas cidades pensem que eles são um bando de animais que não podem ser controlados. Mas como a própria Lena diz os verdadeiros animais estão dentro da cerca e não fora dela.

No Agora vemos Lena infiltrada na ASD – América Sem Delíria – de Nova York, em uma missão dada por Graúna (uma Inválida que ajudou Lena depois de ter pulado a cerca). Os Inválidos estão cada vez mais infiltrados em grandes cidades e instituições, afinal, eles estão planejando um revolução. Lena precisa ficar de olho na ASD, em Thomas Finerman (o fundador da ASD) e em seu filho, Julian Finerman, que apesar de ter dezoito anos, ainda não foi curado, os cientistas se recusam a tratá-lo, pois isso pode por em risco a vida dele, ele pode ter o sistema nervoso severamente afetado. Mas apesar de tudo o seu pai e Julian insistem que ele deve passar pela intervenção. Mas no dia da manifestação da ASD os Saqueadores aparecem e sequestram Julian e Lena, que estava na cola de Julian e acaba indo no bolo. Obviamente, eles vão passar por várias coisas juntos, mas será que duas pessoas tão diferentes vão conseguir viver presos na mesma cela, hohoho. E é melhor eu parar por aqui com a resenha, senão não vou conseguir me controlar e acabarei dando alguns spoilers.

Eu esperava um pouco mais desse livro, ou melhor, eu esperava mais da Lena. Aqui vai uma confissão, eu fiquei muito chateada por a Lena não ter sequer considerado a possibilidade do Alex estar vivo, afinal de contas, ele era o amor da vida dela. A primeira coisa que eu pensei era que assim que ela estivesse fisicamente melhor, ela partiria para uma busca pelo Alex, iria ir nas Criptas e salva-lo. Mas isso não aconteceu, ela seguiu em frente. Eu não havia considerado sequer a possibilidade de outro cara aparecer, mas assim que Lena encontra Julian, posso dizer que senti o cheiro de triângulo amoroso no ar. Mesmo a Lena tendo amadurecido bastante, ela continua com tendo as mesmas inseguranças que ela tinha quando estava em Portland, então sinto que vai rolar um flashback de emoções (?) no próximo livro, eu realmente espero que não tenha mimimi em Réquiem, but the treta has been planted. O lançamento de Réquiem vai ser dia 21 de maio, para a felicidade de todos.





03 abril, 2014

Resenha: Delírio

Título: Delírio
Autor: Lauren Oliver

Antes dos cientistas acharem uma cura, as pessoas achavam que o amor era uma coisa boa. Elas não entendiam que uma vez que o amor—o deliria—floresce em seu sangue, não há como escapar de seu domínio. As coisas são diferentes agora. Os cientistas são capazes de erradicar o amor, e os governos exigem que todo cidadão receba a cura ao completar dezoito anos.
Lena Holoway sempre ansiou pelo dia em que será curada. Uma vida sem amor é uma vida sem dor: segura, calculada, previsível e feliz.
Mas, a noventa e cinco dias de seu tratamento, Lena faz o impensável: ela se apaixona.

No livro somos apresentados a Lena Holoway, que conta os dias, literalmente, até receber a cura, que promete livrar as pessoas do amor – o deliria —, mas a cura não têm 100% de eficácia, então pode ocorrer de as vezes o procedimento não dar certo. Muitas vezes quando o procedimento não dá certo as pessoas podem acabar com danos cerebrais, paralisia parcial, cegueira ou até mesmo algo pior.

Como é o caso da mãe de Lena, que contraiu o deliria e mesmo após ser “curada” três vezes não conseguiu se ver livre da doença e acabou cometendo suicídio, por não conseguir suportar viver sem amor.
Muitas vezes Lena é vista como uma bomba relógio, que a qualquer momento pode explodir, isso porque todos pensam que ela pode acabar tendo o mesmo fim que a mãe, acabar contraindo a doença, que isso pode estar no seu “sangue”.

Portland, que é onde a história se passa, têm todo um sistema, e nesse sistema todas as pessoas são obrigadas a receber a cura, e mesmo após serem curadas as pessoas não podem escolher com quem elas vão casar por exemplo, tudo é organizado pelo governo. Testes são feitos com os adolescentes para saber se corre o risco de a pessoa estar infectada, para assim o procedimento ser adiantado; o teste também serve para ter um perfil da pessoa, para que possam escolher os futuros companheiros dessas pessoas.

É em um desses testes que Lena acabar por conhecer um garoto, que por conta de uma confusão, vacas entram no laboratório com batas e perucas, obviamente todos deduzem que foram os Inválidos, pois a cada dois anos os Inválidos—as pessoas que moram nas Terras Selvagens, a terra não regulamentada que existe entre as cidades e vilas reconhecidas—esgueiram-se dentro de Portland e fazem algum tipo de protesto. E é no meio desse caos que ela vê esse garoto, que mesmo com essa confusão está rindo. Obviamente ela pensa que ele está por trás de tudo isso, que ele pode ser um Inválido, no final das contas, ele pisca para ela, e logo depois o alarme dispara e quando ela nota, o garoto desapareceu. Depois disso os testes são remarcados. Em um belo dia, Lena e sua amiga de infância Hana vão correr juntas, é quando elas (Hana) decide se aventurar e decidir qual vai ser rota, no final das contas elas acabam indo parar perto dos laboratório, é quando Lena vê o garoto que estava no laboratório. Só que aí ela percebe que ele não é um Inválido, já que ele está o uniforme dos guardas, com o ID do governo, e têm a marca do procedimento, ou seja, ele já foi curado; por sinal, o nome dele é Alex. Mas quando Lena diz que o viu no laboratório, ele nega e diz que nunca a viu, sendo que ela tem certeza que ele é o mesmo cara que viu no laboratório.

Quando ela vai perguntar por que ele mentiu, ele não responde a pergunta, apenas diz: o lugar X é bonito a X horas; ele manda uma mensagem pra ela, estava dizendo para encontrá-lo, a questão é: Ela vai ou não se encontrar com o ele?
O governo têm vários livros explicando sobre o sistema, e vários trechos são citados, como esse do “Manual de Segurança, Saúde e Felicidade – Manual SSF”:

“As doenças mais perigosas são aquelas que nos fazem acreditar que estamos bem.”

Em todo começo de capítulo tem uma frase, seja ela do Manual SSF, ou de algum outro livro, por exemplo o livro Vai doer? Perguntas comuns e Respostas sobre o Procedimento, entre outros.
O governo coloca continuamente na cabeça das pessoas que, o único meio da pessoa encontrar a liberdade é através da cura, e só e somente através dela.

O sistema de segurança é bem rígido, as pessoas não tem liberdade, elas não podem até mesmo escutar música, ler livros, os únicos permitidos são os que o governo permite, eles têm um Departamento de Informação Controlada, que basicamente censura tudo! Na maioria das vezes as únicas pessoas que têm acesso a música, filmes e etc são pessoas que tem computadores, e que não são muitas.

Na cidade tem toque de recolher, e nenhuma pessoa que não foi curado pode ficar do lado de fora depois do horário, e para garantir que isso não aconteça têm os reguladores, que basicamente fazem rondas pelos bairros com cassetes, armas e cachorros pra garantir que todos fiquem “seguros”.

“Nós devemos estar constantemente em guarda contra a Doença; a saúde da nossa nação, do nosso povo, das nossas famílias, e das nossas mentes depende da constante vigilância."
— Medidas Básicas de Saúde, Manual da Segurança, Saúde e Felicidade.

Como vocês puderam notar o sistema é bem opressor. A cidade é cercada e nenhuma pessoa pode passar para as Terras Selvagens, que são onde os Inválidos vivem, e têm toda uma polêmica a respeito dos Inválidos, se eles são tão perigosos quanto dizem, como eles vivem – sem a cura no caso –, mas, as pessoas das Terras Selvagens, não veem o amor como uma doença, e eles não acreditam na cura.
Eu amei esse livro, ele é tão eletrizante, você não consegue parar de ler, em nenhum momento foi entediante, a todo momento você pensa que tudo pode dar errado e no final das contas, mesmo depois de muita confusão, acaba dando certo. Preciso do segundo livro, now! <3
*Já tem resenha do segundo livro, para conferir é só clicar aqui.


 
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